sexta-feira, 25 de novembro de 2011

ARQUITETURA POÉTICA


Na arquitetura poética fiz meu sonho,
Com destaque para uma nova ilusão;
Eu canto, eu oiço, mesmo tristonho,
Serás minha diva, minha inspiração.

Sentimental e nostálgico, teu amado,
Viaja nas asas da fatalística solidão,
Vê o averno como destino já traçado,
E os cantos de ondina, sua sedução.

Não feches a porta dos teus desejos,
Valores os ditames do teu coração,
Sucesso terás em todos os ensejos,
Sou teu remédio que cura desilusão.

Sonhemos juntos esta saga de amor,
Com o regozijo que te vais despertar,
Terás o prazer com o amado compor,
A história de duas vidas... ser e amar.

Teus versos guardados... teu enredo,
Desejosa da delícia deste meu beijar,
Simulas em vitrine todo o teu segredo,
Sentimento que já não podes ocultar.

Digas sim ao teu ímpar e lírico amado,
Ouve a voz de quem clama por emoção,
Mesmo que em verso esteja disfarçado,
Sentimento terei em grande aclamação.

LINDA AMIZADE...



LINDA AMIZADE...

Você já pensou na força
e no poder da lágrima?
Pense agora um pouco
no que vale esta gotinha
de sentimento que nasce
na genuína fonte do seu
ser emotivo e cai dos seus
olhos como expressão de
você mesmo.
Ela é o retrato molhado do
sofrimento, do mesmo modo
como é a doce resposta do
amor e da felicidade.
Ela vem dizer cá fora tudo o
que você está sentindo lá,
bem no fundo do seu ser.
Ela é o brilho de uma dor que
o Pai abençoou, mas é também
a melhor prova do agradecimento
pela alegria sentida.
A sua lágrima é a linguagem mais
eloqüente da sua sinceridade

sábado, 12 de novembro de 2011

COMFISSÃO♥


CONFISSÃO

Antes de chegar
Desalinhei muito os teus cabelos,
E meus dedos se fartaram em carinhos!
Antes de chegar
Contemplei perdido o teu semblante,
E o vi sofrer mudanças belas,
Como se teu sorriso me acolhesse,
E teu olhar me sagrasse da cabeça aos pés.
Estático, me deixei ficar iluminado, extasiado,
Envolto na certeza de certas realidades sonhadas.
Meu coração abriu a pesada porta de entrada
Para recepcionar teu pulsar intenso,
Tua respiração desordenada, teu olhar rendido.
Invadimo-nos pelo olhar para apreciarmos o silêncio.
Levitamos como a gota oca de orvalho pendida.
E teus medos esmaeceram em meu peito.
E o meu amor obteve a alforria do exílio.
E tua voz adormeceu em meus encantos.
A noite anunciou um amanhecer mais eterno.
E eu te preparei um amor tão bonito
Que expos a nu esse meu desejo de te pertencer.